Quanto vale investir nas pessoas e na sua capacidade de colaborar?4 min read

Quanto vale investir nas pessoas

Olá Povo de Deus! 

Vamos refletir hoje sobre viver em comunidade, colaborar, dar feedback, correção de rota e evolução contínua?  

Para nos ajudar neste sentido, convido-lhes a dar uma olhada num breve trecho bíblico que está em Mateus 18, 15-20. 

Vamos analisando algumas questões, que são muito próximas dos nossos desafios diários, enquanto líderes no século XXI. 

Ah, vou fazer o seguinte hoje, pegar uma frase ou algumas palavras do trecho bíblico que estamos analisando e assim vamos fazendo referência com o nosso mundo corporativo, OK? 

Correção fraterna e feedback

Se o teu irmão pecar contra ti, vai corrigi-lo, mas em particular, a sós contigo! Se ele te ouvir, tu ganhaste o teu irmão.” 

Veja que esta é uma questão nada nova, mas invariavelmente necessita-se trazê-la à tona, ou seja, critique em particular e elogie as pessoas em público. 

Em especial, quando você tem a missão de ser líder, esta é uma situação que pode fazer com que você “ganhe” a pessoa para o time ou, ao contrário, que você ganhe um inimigo para você e para o time. 

De fato, muito além do criticar ou não a pessoa, a forma como você faz isso conta muito. Lembre-se que você não é perfeito e que a sua organização, querendo você ou não, é uma pequena comunidade onde você convive diariamente, ou ao menos com muita frequência. 

Ambiente colaborativo

Se ele não te ouvir, toma contigo mais uma ou duas pessoas, para que toda a questão seja decidida sob a palavra de duas ou três testemunhas.” 

Como é interessante esta questão, que complementa a anterior, naturalmente. 

O fator principal aqui não é a quantidade de pessoas envolvidas na situação, mas sim o não desistir simplesmente das pessoas, como se descartáveis fossem. 

Tratar as pessoas como recursos, e especialmente, descartáveis, é típico da Era Industrial, a qual, querendo você ou não, já passou, não existe mais, estamos na Era do Conhecimento. Muito embora, você e a sua organização possam permanecer com os modelos mentais da era anterior. 

Aqui outro ponto que pode ser avaliado, mesmo que não claramente num primeiro momento, é a questão da colaboração. 

O colaborar, ou melhor, permitir a colaboração em equipe, é típico de um(a) Líder Inteligente, pois sabe que não tem em si todas as respostas, mas que pode contar com o time para encontrá-las. 

Inteligência corporativa

De novo, eu vos digo: se dois de vós estiverem de acordo na terra sobre qualquer coisa que quiserem pedir, isto vos será concedido por meu Pai que está nos céus.” 

Riquíssimo este conselho de Cristo, insistindo que sozinhos podemos pouco, mas quando unimos nossos talentos podemos chegar ao infinito. 

Não é à toa, que aqui na Conducere defendemos os princípios da Teoria da Criação do Conhecimento de Nonaka e Takeuchi, os quais destacam que a criação do conhecimento e a inovação contínua ocorrem sempre que há a interação entre as pessoas, a organização e o ambiente, que estão inseridos. 

Segundo esta teoria, não há a possibilidade de criar novos conhecimentos, e por consequência de inovar, se não houver a troca de ideias, o compartilhar os seus modelos mentais, o seu conhecimento atual, sem relacionar-se com as demais pessoas e com elas querer criar algo maior. 

Na era do conhecimento o diferencial é investir nas pessoas

Percebam, que apesar desta visão ser milenar, pois Cristo já tratava disso, como pudemos observar, ainda hoje, em muitas das nossas organizações, há a cultura instalada que trata estas questões como: 

  1. O meu conhecimento é meu poder.
  2. Eu preciso me proteger das pessoas, pois elas sempre vão procurar me roubar algo.
  3. As pessoas não merecem ser perdoadas. Agora, ao investir nas pessoas, perderemos tempo, pois elas sempre voltam a errar.
  4. Mais vale investir em máquinas e no conhecimento artificial do que investir nas pessoas e na sua capacidade de aprender, conhecer e inovar. 
  5. As pessoas são descartáveis e volúveis, pois ora estarão aqui, ora estarão nos nossos concorrentes. 

Assim, o desafio que você tem como LÍDER INTELIGENTE é: mesmo sabendo das dificuldades, limitações e superficialidade de muitas pessoas do seu time, como pode-se extrair o melhor destas pessoas para o bem delas e da organização? 

Para contribuir com você neste aspecto, temos um Talk Show que pode ser do seu interesse: Intelligent Leardership: a empresa como máquina e/ou cérebro

Fiquem com Deus e até a próxima! 

Abraços. 

Créditos

Texto: Jocelito André Salvador

Imagem destacada no Blog: Freepik.com

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