Pensamento sistêmico na liderança: grande diferencial para a Smart Company7 min read

pensamento sistêmico na liderança

Olá Povo de Deus!

Sempre é muito bom estar com vocês, através das edições diárias do Homines Formatam.

Hoje, vamos adentrar no assunto do pensamento sistêmico na liderança, como um grande diferencial para as Smart Companies.

O texto estará pautado no Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 7,1-10. Por isso, convido-lhe a ler este trecho em sua Bíblia.

Pensamento sistêmico na liderança

O que é pensar de forma sistêmica e o que isso tem a ver com a Era do Conhecimento?

Tentando simplificar o conceito, trazemos a analogia das ilhas e redes. Pensar de forma sistêmica é entender a organização como uma grande célula, um cérebro, como já nos dizia o Jocelito em outros artigos, e que cada parte existente, ramifica e se une como um neurônio, sendo embalado pelas sinapses e gerando as grandes conexões.

Caso este assunto lhe interesse, sugiro as seguintes leituras:

Você lidera seu time como uma máquina ou um cérebro?

Como seu modelo metal afeta a sua liderança

Sua empresa é uma máquina ou um cérebro?

Apesar de parecer óbvio, que devemos pensar no todo, foi na era industrial que o cérebro humano foi treinado a desprezar as relações para se preocupar mais especificamente com uma etapa.

Apenas para ilustrar, como a maioria da força de trabalho era originária do campo, sem alta formação intelectual, precisavam que alguém “pensasse” por eles. Então, haviam as “mentes geniais” que determinavam o que devia ser feito.

Além disso, como necessitava-se de grande produção, pormenorizavam-se as tarefas. Com isso, ganhava-se em escala, pois cada grupo de operários, iria focar-se somente no que lhe fora dado como tarefa.

Generalistas e especialistas

Com os primórdios da Era do Conhecimento, necessitava-se qualificar a força de trabalho. Por isso, começou-se a incentivar a qualificação formal, sendo ela técnica ou acadêmica.

Para as gerações ditas veteranas, baby boomers e X, tinham a opção no chamado 2º grau, de fazer o ensino técnico junto com o científico, que normalmente era contabilidade ou magistério, ou somente o científico para almejar um ensino superior.

Até a adolescência da geração Y a ideia principal era: faça o maior número de cursos possíveis, pois assim, você saberá um pouco de cada coisa. O que era fundamental para a geração X, o curso de datilografia, agora o boom era a digitação e os pacotes DOS e Office. Tudo isso, garantiria uma boa vaga no mercado de trabalho.

Extremos perigosos

Todavia, quando essas pessoas que sabiam de tudo, mas não com profundida em coisa alguma, entraram no mercado de trabalho, precisaram começar a se especializar em algo. Então, surgiram as especializações lato sensu e stricto sensu

Porém o preço foi alto, na medida em que ou sabe de tudo um pouco ou muito de uma única coisa, perdeu-se a conexão com o todo e as ilhas/departamentos nas organizações foram criando raízes.

Os líderes deixaram, ou não foram capacitados, para entender o meio em que vivem. Logo, a liderança do comercial, não interage com a do administrativo, salvo se for para solicitar algum benefício para o seu time. O pessoal do marketing acaba sendo um mundo à parte dos envolvidos com a engenharia.

Quando este povo se reúne, cada um defende seus indicadores, como se os dos outros nada influenciassem.

Atualmente, algumas empresas autodenominadas “disruptivas e inovadoras”, criam um grande salão, colocando todos os departamentos no mesmo lugar, sem hierarquias e salas. Com isso, afirmam que são um único organismo, onde todos contribuem para o resultado. 

Todavia, a única coisa que saiu foram as paredes e portas, porque um pequeno olhar no grupo já percebe que se alterou o layout para que tudo ficasse exatamente como estava antes.

Peter Senge e Nonaka e Takeuchi: uma nova visão para as empresas

Em 1990, certamente pela onda da Era do Conhecimento iniciada nos anos 1970, um estudioso do MIT (Massachusetts Institute of Technology), revolucionou a forma das empresas pensarem com o seu livro A Quinta Disciplina.

Dentre as cinco disciplinas, uma delas é o pensamento sistêmico.

pensamento sistêmico como disciplina de Peter Senge

As cinco disciplinas de Peter Senge

Depois, em uma universidade do Japão, dois orientais passaram a discutir sobre como era realizado o processo de criação do conhecimento. Dessa análise, surge a espiral do conhecimento e a obra: Criação de Conhecimento nas empresas.

Agora as empresas inteligentes começavam a se preocupar com suas relações internas e externas. Criam-se então normas certificadoras que analisam as grandes áreas de importância:

  • pensamento sistêmico
  • aprendizagem
  • inovação
  • liderança
  • processos
  • meio ambiente
  • sociedade

Aprendizagem, pensamento sistêmico e lideranças

As lideranças são responsáveis pelo desenvolvimento de suas equipes. Por isso, a aprendizagem é um assunto rotineiro na pauta das solicitações das empresas.

Ocorre que, muitas vezes, falta o pensamento sistêmico na liderança e todo o planejamento estratégico é frustrado. 

Já comentamos em outros momentos que se tratando de competências, não faz o sentido o investimento pontual. Deve ser continuado, mas acima de tudo planejado e suportado por algo maior, como um sistema de ensino e aprendizagem ou uma sistema de educação corporativa/universidade corporativa.

A ausência de pensamento sistêmico na liderança faz com que líderes como da China e dos EUA, em uma convenção sobre o clima, digam que vão continuar a poluir pelo bem de sua economia, sem se importar que isso destrua todo o planeta.

Jesus e seu pensamento sistêmico

Pode parecer que até aqui não comentei sobre o Evangelho. Entretanto, caso você, Líder inteligente, veja mais de perto, perceberá que o trecho em questão sempre esteve presente.

Esta passagem é muito conhecida pelos cristãos. Inclusive no momento de receber o Corpo de Cristo, nós católicos repetimos as palavras do oficial romano: Senhor eu não sou digno que entreis em minha morada, mas dizeis uma palavra e serei salvo(a).

Jesus poderia ter se negado a atender tal pedido. Afinal, Ele sempre deixou claro que tinha vindo para as “ovelhas” de Israel.

Todavia, o pensamento sistêmico na liderança de Cristo fluiu:

  1. É uma excelente oportunidade de aprendizagem: uma pessoa que não é judia, mas tem simpatia pelo nosso Deus, está pedindo ajuda. Isso é visto pois ele havia construído uma sinagoga para os judeus e se sabe que a primeira coisa que os romanos faziam era destruir os locais de culto.
  2. Inteligência espiritual da equipe: indo “misturar-se” com os pagãos, era possível mostrar aos discípulos que todos merecem a salvação do Pai.
  3. Rever as estratégias: “não vi tamanha fé em Israel”. Em Cafarnaum foram muitos os sinais de Jesus, por isso, a sua fama espalhava-se. Cristo sempre frisou que não era a pessoa dele quem curava, mas a fé que cada um tinha. Por isso, oportunizar aos discípulos repensarem as suas convicções, foi uma inovação na sua trilha de aprendizagem proposta.
  4. Tecnologias inovadoras: perceba que além do pensamento sistêmico, Jesus se utilizou de outras tecnologias de aprendizagem, como grupos de discussão, comunidade de prática, aprendizagem baseada em problemas e talk shows, para citar algumas.

Quer saber mais sobre Pensamento Sistêmico e Liderança Inteligente?

Este assunto está no seu radar de aprendizagem? 

Nós da Conducere já o compartilhamos em outros momentos. 

Caso queira conhecer mais:

Precisamos de pensamento sistêmico para inovar nossas empresas?

Podcast: Inteligência corporativa e pensamento sistêmico

Capacitação online: 1º Dimensão do Intelligent Leadership (Liderança Inteligente) – Conhecer

Muito obrigada por estar conosco neste projeto do Homines formatam e até a próxima edição!

Fique no amor de Deus!

Créditos

Texto: Valeska S. Fontana Salvador

Imagem em destaque no Blog: Freepik.com

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