Mais educadores, muito menos chefes em nossas organizações6 min read

O dia 15 de outubro, sem dúvidas, é de grande relevância. Não somente porque se comemora o dia do Professor. Também lembramos de uma grande educadora: Santa Teresa D´Ávila. Aliás, é inspirados nela que dizemos: precisamos de mais educadores e muito menos chefes.

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Olá Gente Boa e Inteligente!

Ao resgatarmos um pouco da nossa história, no Brasil, veremos que no dia 15 de outubro de 1827, Dom Pedro I, Imperador do Brasil, baixou um Decreto Imperial que criou o Ensino Elementar no Brasil.

Tal Decreto é um marco na história da Educação em nosso país, não restam dúvidas. 

Aliás, no dia 15 de outubro, mundialmente, é lembrado o dia da grande educadora Santa Teresa D´Ávila, uma espanhola, que ainda hoje tem muito a nos ensinar.

De qualquer forma, quero falar um pouco sobre a nossa demanda atual por mais educadores e muito, muito menos chefes. Isso em toda e qualquer organização. Seja na nossa empresa, na nossa comunidade, na nossa casa.

Porque precisamos de mais educadores e menos chefes

Mais educadores, muito menos chefes
Freepik.com

Para você que teve a oportunidade de fazer a transição entre o período da Era Industrial (até meados do século XX) e a Era do Conhecimento (com grande ênfase no nosso século), certamente vai concordar ao menos com algumas das ideias aqui apresentadas.

Já para você que nasceu em plena era digital também não será muito complexo compreender a razão de tal necessidade. Quero dizer termos mais educadores e menos chefes.

Então vejamos algumas razões claras e inequívocas para tal transição chefes – educadores:

1. O paradigma que vivemos na Era do Conhecimento difere-se em muito da Era Industrial

Ah, apenas para alinhar nossos conceitos, OK?

Quando me refiro aqui à paradigma, estou me referindo a um modelo/conceito estabelecido e aceito pela maioria das pessoas.

Pois bem, quero dizer que desde meados do século XX (anos 1990), especialmente a partir do avanço da tecnologia da informação e comunicação e o processo de globalização, as coisas mudaram sensivelmente para todos nós.

Até então, o “sonho de consumo” das pessoas, em grande parte, era ter um emprego estável e no qual pudessem se aposentar bem.

Atualmente, experimentamos uma mudança muito mais rápida nos processos dos negócios, nas visões das pessoas e das organizações. Quiçá algumas pessoas vão dizer que parecemos quase neuróticos em busca da inovação constante.

Para você aprofundar um pouco  mais este assunto, sugiro você dar uma olhada neste post: Criar conhecimento na empresa: verdade ou utopia?

2. Educadores são Líderes Inteligentes, chefes não

Aqui na Conducere, já há algum tempo, temos o conceito de Intelligent Leadership, ou seja, Liderança Inteligente.

Aliás, falamos mais sobre a relação entre Liderança Inteligente e Educação neste post: Desenvolver as pessoas, a responsabilidade é sua!

De qualquer forma, para você ter uma ideia de como pensamos esta diferença entre educadores e chefes, vamos a algumas considerações.

a) Você acha, sinceramente, que aquela pessoa que tem o perfil de chefe, no sentido literal da palavra, tem alguma vocação para ser educador(a)?

b) O(A) chefe tem seu foco no controle e não na autonomia das pessoas. Logo, educar as pessoas significa perda de poder/controle sobre a equipe.

c) Segundo nos traz SENGE, Peter em sua obra A Quinta Disciplina, apenas teremos Learning Organizations (Organizações que Aprendem) com líderes educadores.

d) Ao analisarmos, mesmo sem nos aprofundarmos, na Teoria da Criação do Conhecimento, de Nonaka e Takeuchi, veremos que a aprendizagem, de forma colaborativa, tem um valor imenso.

e) Em razão da complexidade da Era do Conhecimento não há quem possa se considerar conhecedor(a) de tudo. Assim saber ensinar e aprender em time é uma competência essencial para o sucesso atual e futuro.

3. Até 2020 vamos necessitar de muito mais educadores nas nossas empresas

OK, você vai dizer: mas de onde vem esta visão do ano 2020?

Não sou eu, nem alguém aqui da Conducere, que está dizendo isso. Estamos nos baseando nas competências críticas a serem desenvolvidas até 2020, segundo o Fórum Econômico Mundial.

Aliás, veja, por gentileza, se estas competências não servem como uma luva para um(a) líder inteligente e, naturalmente, educador(a):

I. Pensamento crítico;

II. Gestão de pessoas;

III. Orientação para servir;

IV. Coordenação;

V. Resolução de problemas complexos.

Você quer saber quais são as demais competências críticas a serem desenvolvidas até 2020, segundo o Fórum Econômico Mundial? Além de saber como pretendemos desenvolver na sua organização?

Convido-lhe a assistir este breve vídeo: 

Esta é a nossa visão de uma empresa inteligente, que também tem líderes e times inteligentes.

Quero dizer com isso que temos que pensar as nossas organizações como Ecossistemas.

Como assim?

Ecossistemas são ambientes integrados e interdependentes. Isso não tem tudo a ver com uma Empresa Inteligente?

Necessitamos de líderes preocupados com o desenvolvimento integral das pessoas

Sem correr o risco de parecer clichê e parecer pouco inovador, trago aqui um conceito de Santa Teresa D´Ávila: o ser humano deve ser visto em sua integralidade.

Detalhe: Teresa D´Ávila propagava isso na Idade Média.

Não parece à toa, que esta espanhola é considerada a padroeira dos professores.

Feliz dia do educador

Inclusive tem um post da Conducere que fala mais sobre isso: Feliz Dia do Educador!

Neste contexto, complexo, de mudanças profundas, queremos convidar você a impactar definitivamente na vida das pessoas. De forma positiva, é claro.

Não há mais espaço para uma vida dividida entre profissional e pessoal, como se fôssemos duas pessoas diferentes. Uma pessoa que leva a vida profissional e outra que conduz a vida pessoal.

De fato, ver as pessoas de forma integral é conseguir reconhecer seus talentos, sua necessidade constante de desenvolvimento, seus direitos e deveres.

Costumamos dizer, por aqui, que precisamos respeitar as pessoas e a sua inteligência.

Todos nós, humanos, temos talentos a serem colocados em prol das demais pessoas. Creio que ninguém é tão pobre que não tem sequer um talento a agregar à sociedade.

Assim, fica aqui o nosso convite e também um desafio: vamos construir organizações diferentes!

Necessitamos de pessoas humanas e não de robôs. Muito embora, trabalharemos lado a lado, cada vez mais, com robôs.

Então, vamos ser mais educadores e muito menos chefes?

Fique com Deus!

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Créditos:

Texto: Jocelito André Salvador

Imagem destacada: Freepik.com

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