Investir em aprendizagem hoje, para inovar em 2018!7 min read

Investir em aprendizagem hoje!

Não há como falarmos em inovação, sem envolvermos as pessoas. Também, não há como mencionarmos pessoas, sem agregarmos conhecimento e tecnologia.

Contudo, para que possamos evoluir qualquer uma das dessas imprescindíveis variáveis, pessoas, conhecimento, inovação e aprendizagem, é fundamental tempo e planejamento.

investir hoje em aprendizagem

Olá Líder Inteligente!

Sempre é um prazer estar com você neste projeto do Homines Formatam.

Nosso tema nesta edição será demonstrar que investir em aprendizagem hoje é fundamental para colher os frutos em 2018.

A passagem do Evangelho que nos sustentará nesta argumentação está em Lucas 13,18-21. Caso tenha oportunidade, leia este trecho em sua Bíblia.

Investir em aprendizagem hoje para inovar em 2018, faz sentido para você?

Há algum tempo, tenho citado em meus escritos uma frase da Patrícia Souto, que diz:

Quanto mais turbulento, dinâmico, complexo e mutável é o ambiente em que a empresa opera, maior é a necessidade de aprendizagem.

Você, Líder Inteligente, concorda com essa afirmação?

Antes de falar mais sobre ela, quero lhe mostrar um gráfico. Creio que já o tenha visto antes. Contudo, é importante, neste momento, que o revemos juntos:

Investir hoje em aprendizagem para diminuir a sua curva

Fonte: Google Imagens

Esta é a famosa curva de aprendizagem! Onde você está, para onde quer ir e o tempo que levará para alcançar os objetivos.

A chave e a relação que gostaria de fazer é o tempo!

Jesus nos conta, através de uma storytelling, sobre o Reino do Céu. Ele poderia só dizer que era um grão de mostarda e o fermento.

Todavia, Ele prefere ir além.

Prefere demonstrar a continuidade do que aconteceu. É um grão, que se transforma em árvore e os pássaros vem pousar. Veja a linha do tempo que Jesus projeta. Para que tudo isso ocorra, quantos dias são necessários?

Depois, Jesus, ainda não convencido que todos fossem entender, dá outro exemplo, a farinha fermentada.

Por que colocar fermento na farinha? Para que o pão cresça. Quanto tempo leva? Aqui no Sul, utilizando o fermento biológico seco, em torno de 2 horas.

Jesus, nesta comparação, quer nos mostrar que no imediatismo não alcançamos o grande presente! Além disso, que não é a busca material que conta, mas a perseverança e a continuidade.

Aprendizagem continuada

Patrícia Souto, em sua frase citada acima, afirma que quanto mais dinâmico o momento, mais a empresa precisa de aprendizagem. Vamos pensar um pouco sobre isso.

O que é um ambiente dinâmico?

De acordo com o Dicionário Michaelis:

Ambiente ativo, que evolui permanentemente, que admite mudanças, …

Peter Senge, quando cunhou o termo as organizações que aprendem (Learning Organizations), demonstrava esta urgência de se investir hoje em aprendizagem, para que as empresas pudessem inovar amanhã.

As suas cinco disciplinas deixam claro que não adianta pensar em inovação e tecnologia, sem focar na aprendizagem da organização.

Entretanto, talvez pela má utilização do termo “aprendizagem”, algumas empresas imaginam que ela não é importante e pode ser dispensada.

Isso é um contrassenso, para dizer o mínimo.

Perceba que ferramentas e metodologias utilizadas diariamente por quase todas as empresas, de maneira formal ou empírica são compostas pela dimensão da aprendizagem:

BSC – Balanced Scorecard

Investir em aprendizagem com o BSC

Google Imagens

Ciclo do PDCL

Investir hoje em aprendizagem para atender o PDCL

Google Imagens

 

 

 

 

 

 

 

MEG – Modelo de Excelência da Gestão (Fundação Nacional da Qualidade – FNQ)

Investir hoje em aprendizagem, atendendo o MEG

Google Imagens

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Design Thinking

Investir em aprendizagem hoje com o design thinking

Google imagens

Recentemente, comentamos um artigo da Harvard Business Review sobre aprendizado contínuo. Caso deseje lê-lo: O aprendizado como um hábito para a vida.

Então, porque não investir em aprendizagem?

Dizia que não há como pensar em inovação, tecnologia ou mesmo perenidade sem que a aprendizagem seja uma diretriz.

Além disso, comentei que o termo “aprendizagem” é mal compreendido ou usado inadequadamente.

Por isso, entendo salutar dizer que aprender nada mais é que do ter experiências. Ainda, gerar novos comportamentos e práticas.

Ok, mas no que isso ajuda a sua organização?

Veja através deste exemplo: nos EUA uma das disciplinas obrigatórias, desde o jardim de infância, é o treinamento contra incêndio. Desde a mais tenra idade, as escolas ensinam para as crianças como se “comportar” quando o alarme soar.

Então, ao longo dos anos, o corpo e o cérebro vão entender como devem agir, pois aprenderam através desta experiência continuada. Caso haja uma fatalidade, o risco de uma tragédia maior em virtude do pânico e do caos, será minimizado, pois as pessoas sabem como agir.

É muito importante que não seja entendido como condicionamento, e sim como aprendizado.

A sociedade estadunidense, e certamente outras que já passaram por tragédias parecidas, aprenderam que criar essa conexão cerebral é importante para evitar o pior. Sabendo como agir, a pessoa poderá pensar e encontrar as saídas mais favoráveis.

Quando há o condicionamento, como algumas empresas de vendas defendem, algo que já denunciamos e criticamos aqui mesmo neste espaço, a pessoa não cria conexões. Ela não pensa, só reage mediante as variáveis. Caso uma única peça não seja igual ao do condicionamento, o resultado não será o esperado.

O que quero dizer com este exemplo, é que quando a empresa propicia um ambiente de aprendizagem, não importa as peças postas. O time, bem como as lideranças, saberão como agir, em virtude das várias experiências ao longo dos desafios do cotidiano.

Já que investir em aprendizagem é tão rentável, porque muitas organizações não compram esta ideia?

Na edição do Homines Formatam de ontem o Jocelito nos trouxe algumas respostas para essa pergunta: Capital Intelectual e as pessoas são o nosso maior patrimônio. Isso vale para tempos de crise?

Além disso, comentamos sobre algumas resistências a investir em aprendizagem, conhecimento e pessoas no artigo: 10 razões para promover o conhecimento em tempos de crise.

Não querendo ser repetitiva, mas já sendo. O desconhecimento do que é aprendizagem e de como ela está relacionada à inovação e à criação do conhecimento leva à implementação incorreta e o uso inadequado das ferramentas, metodologias e tecnologias ativas na organização.

A sensação de que investir em aprendizagem não é viável em relação ao retorno, também é um dos complicadores. Contudo, assim como Jesus nos falava, tendo uma visão imediatista, não há como ver/ter o Reino do Céu.

Ontem, ao olhar o programa Mundo S.A., em determinada reportagem a empresa “que cria tendência” dizia que um dos grandes desafios é que as pessoas saibam trabalhar nas máquinas compradas.

No Domingo, assistindo ao Fantástico, acompanhei uma reportagem sobre a loja do futuro, onde não haverá mais necessidade de experimentar roupas, visto que a inteligência artificial nos ajudará nisto.

A repórter, claramente “perdida” em meio a tantas opções, escolheu uma calça com estampas. O final da reportagem, evidenciando a falta de noções básicas, disse a uma especialista em moda: “que bom que vocês não ficarão sem emprego”.

O que trago com estes exemplos é que não adianta o investimento único e exclusivo em máquinas, sem que haja o investimento em aprendizagem, em toda a cadeia de valor.

Como investir em aprendizagem hoje para inovar em 2018?

Talk Show: investir em aprendizagem, conhecimento e inovação

Freepik.com com alterações da Conducere

Em virtude de todos estes exemplos que destacamos e sabendo das inúmeras possibilidades que as tecnologias nos apresentam, em termos de aprendizagem, nós da Conducere criamos um colloquium, utilizando a metodologia de talk show sobre aprendizagem, conhecimento e inovação.

Este diálogo será desenhado, tendo como base a metodologia da Conducere para talk shows:

 

 

Investir em aprendizagem, utilizando a metodologia da Conducere dos talk shows

Além disso, indicamos para você, Líder Inteligente, que inicie um processo de estruturação de planos inovadores e estratégicos de capacitação.

Para isso, lhe indicamos: Como estruturar planos inovadores e estratégicos de capacitação

Investir em aprendizagem hoje, é se preparar para colher os frutos em 2018!

Lembre-se que quando falamos em aprendizagem não estamos nos remetendo a cursos, treinamentos e desenvolvimento de pessoal. Estamos defendendo a construção do DNA criativo de uma Smart Company e de seus processos de inovação contínua.

Fiquem com Deus e Nossa Senhora, pensem nisso e planeje melhor o seu 2018!

Créditos

Texto: Valeska S. Fontana Salvador

Imagem em destaque no Blog: Freepik.com

Compartilhe

Outros artigos relacionados à Inteligência Corporativa:

Permita-se parar para pensar, refletir para manter... Parar para pensar, eis algo aparentemente tão simples, e humano, mas muitas vezes negligenciado por tantos líderes empresariais. Olá Povo de D...
Capital intelectual e as pessoas são o nosso maior... Você, como Líder, já disse isso ou ao menos já ouviu alguém dizer: o capital intelectual e as pessoas são nosso maior patrimônio, ou seja, o capital i...
Tecnologias ativas como suporte da liderança intel... Corriqueiramente você tem visto nós enfatizarmos a importância da utilização das tecnologias ativas.Podemos citar alguns dos últimos artigos n...