O (in)dispensável elemento humano para as organizações6 min read

O elemento humano é indispensável para a continuidade da vida e perenidade das organizações. Entretanto, há um foco mundial em reduzir sua importância. Quão é estratégico o elemento humano para você e sua organização?

elemento humano

Olá Líder Inteligente!

Sempre é uma alegria estes momentos que estamos juntos nas edições do Homines Formatam.

Ontem, o Jocelito nos trouxe: URGENTE: precisamos de líderes humanos e inteligentes nas nossas empresas!

Ele nos presenteou com vários dados atualizados a respeito das evoluções da humanidade e da lacuna que as mesmas estão fazendo no elemento humano.

Além deste texto do Jocelito, quero lhe convidar a olhar em sua Bíblia o Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 16,1-8 e Carta de São Paulo aos Romanos 15,14-21. Estas duas leituras também embasarão esta edição.

Quem é o elemento humano?

Pode parecer estranho tal pergunta. Contudo, em muitos momentos podemos perder o rumo, então precisamos voltar para as raízes.

De acordo com o Dicionário Michaelis, humano significa:

Relativo ao homem, à natureza humana, aquele que tem compaixão.

Para não gerar entendimentos dúbios, pesquisei sobre compaixão também:

Dor que nos causa o mal alheio. Participação da dor alheia com o intuito de dividi-la com o sofredor.

A propósito, homem, entre as definições biológicas está:

[…], com atividade cerebral inteligente e programado para produzir linguagem articulada.

Então, poderíamos deduzir que o elemento humano é:

  • inteligente.
  • sociável e resiliente.
  • preocupado com as dores do outro.

Logo, ser humano é agir com inteligência, para compreender a necessidade do outro e resolvê-la. Você concorda?

Onde será que a humanidade se distanciou de seu propósito?

A busca pelo elemento humano

a busca pelo elemento humanoJesus nos conta uma história sobre um administrador que se utilizou da esperteza para ter benefícios próprios. Ele os alerta que:

… os filhos deste mundo são mais espertos que os filhos da luz”.

Será que as empresas e os movimentos das mídias, agem dessa forma também?

Veja, está acontecendo, em Lisboa – Portugal, o Web Summit. Uma das ênfases que estão sendo trabalhadas neste evento é a inteligência artificial.

Já conversamos sobre este assunto. Caso queira rever o conteúdo sobre inteligência artificial, indicamos:

Realidade Virtual: solução de todos os problemas de aprendizagem?

Inteligência artificial: será que seremos extintos?

Que tal adotar um robô para ser chefe na sua empresa?

Além disso, no Museu do Amanhã, na cidade do Rio de Janeiro, houve um simpósio no dia 09 de Novembro, com o tema:  Como a Inteligência Artificial pode nos ajudar a construir um amanhã melhor?

O advogado Ronaldo Lemos, em entrevista para um programa de televisão, faz uma ressalva muito interessante. Parafraseando, ele diz que o grande receio é que quem tem domínio da inteligência artificial é quem investe em ciências e pesquisa. Portanto, os países desenvolvidos é que se beneficiarão diretamente.

A dispensabilidade do elemento humano

a dispensabilidade do elemento humanoMuitas empresas estão investido em inteligência artificial, com o pretexto de corrigir a falha humana.

Essa visão errônea está trazendo um grande desequilíbrio para as relações nas organizações.

Quando o time e as lideranças veem-se como peças de uma engrenagem a serem substituídas, o engajamento e comprometimento são reduzidos nas mesmas proporções.

Conversamos sobre isso no nosso Talk Show: Intelligent Leadership – sua empresa como máquina e/ou cérebro.

Então o avanço científico é um retrocesso para o elemento humano?

Veja a frase do nosso querido Papa Francisco:

A ciência exprime a sua plena dignidade quando serve ao desenvolvimento integral da pessoa e da família humana.

Lembra-se da tríade que sobre o humano: inteligência, percepção e propósito?

Tudo o que é feito em prol do benefício dos outros é muito válido.

Conheci estes dias o programa Serenata de Amor que está dando uma dor de cabeça ao Congresso Brasileiro. Este é um belíssimo uso da inteligência artificial.

As pesquisas de conteúdo na internet. Outro exemplo fantástico, com as ressalvas dos interesses particulares dos softwares de busca.

Além disso, a descoberta nas áreas da ciências para diversas curas, através do uso desta tecnologia.

Como disse, não é a inteligência artificial, assim como a pólvora, que fazem mal. Porém, a utilização para fins, que assim como o administrador desonesto, beneficiem uma pequena camada social.

Um grande erro é a escolha de uma tecnologia sem o entendimento de quanto ela pode ajudar e dar o suporte para organização.

No nosso Talk Show sobre Aprendizagem, Conhecimento e Inovação conversamos sobre esta e outras tecnologias ativas.

O elemento humano não é dispensável, pois ele é o criador e promotor do conhecimento.

O indispensável elemento humano

a inteligência do elemento humano

Fonte: Google Imagens

Está havendo em alguns países a dispensabilidade do elemento humano. Homens que casam com bonecas, contratam-se noivos por aluguel, pois não há mais necessidade de estar com outro.

Você já tentou entrar em chat para resolver uma questão técnica e conseguiu ir até o final sem pedir que a atendente virtual te passasse para um atendente humano?

Por mais inteligente que estes softwares sejam, eles não tem a linguagem articulada que o elemento humano tem, ao menos por enquanto.

Empresas que sejam altamente dinâmicas e dependentes do conhecimento, conseguiriam dispensar o ser humano?

A tecnologia está aí para auxiliar o ser humano, não para tomar o espaço dele.

Essas conversas de substituição do humano são frutos de uma regra primária da economia: crie a necessidade.

Porém, a empresa que adota essa ideia, qual seja, vou investir em inteligência artificial para dispensar as pessoas, não tem como se manter. Na primeira dificuldade, onde o algoritmo não conseguir encontrar uma saída viável, o elemento humano precisará entrar em cena para resolver.

A grande dica que queremos dar hoje é: pense e analise com inteligência o que o mundo te oferta. Aquilo que for benéfico para a evolução da sociedade e do ser humano, abrace. O que aumentar as desigualdades e favorecer um pequeno grupo, descarte.

Para encerrar, gostaria de dividir a frase de Rebercca Glashow no Web Summit:

Se eu pudesse ver o futuro, o insubstituível seria o elemento humano”.

Ah, não deixe de visitar a nossa página do Homines Auxilium e contribuir!

Fique no amor de Deus, de Maria e José!

Créditos

Texto: Valeska Schwanke Fontana Salvador

Imagem em destaque no Blog: Freepik.com

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