Domingo de Ramos – segundo Marcos7 min read

Domingo de Ramos, celebração dos que recebem o Senhor Jesus como o único Rei.

Oração

Seguindo os passos de  Jesus no caminho da cruz, fazemos memória de sua entrada em Jerusalém.

Esta solene liturgia marca o início da Semana Santa, centro do grande acontecimento da nossa fé: o mistério da paixão, morte e ressurreição do Senhor.

Com os ramos nas mãos, queremos acolher aquele que vem como humilde servidor.

Manifestemos nossa alegria, aclamando:

“Hosana ao Filho de Davi. Bendito o que vem em nome do Senhor”.

Primeira Leitura: Isaías 50,4-7

4 O Senhor Deus deu-me língua adestrada, para que eu saiba dizer palavras de conforto à pessoa abatida; ele me desperta cada manhã e me excita o ouvido, para prestar atenção como um discípulo.

5 O Senhor abriu-me os ouvidos; não lhe resisti nem voltei atrás.

6 Ofereci as costas para me baterem e as faces para me arrancarem a barba; não desviei o rosto de bofetões e cusparadas.

7 Mas o Senhor Deus é meu auxiliador, por isso não me deixei abater o ânimo, conservei o rosto impassível como pedra, porque sei que não sairei humilhado.

– Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 21(22)

Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?

Riem de mim todos aqueles que me veem,

torcem os lábios e sacodem a cabeça:

“Ao Senhor se confiou, ele o liberta

e agora o salve, se é verdade que ele o ama!” – R.

Cães numerosos me rodeiam furiosos,

e por um bando de malvados fui cercado.

Transpassaram minhas mãos e os meus pés,

e eu posso contar todos os meus ossos. – R.

Eles repartem entre si as minhas vestes

e sorteiam entre si a minha túnica.

Vós, porém, ó meu Senhor, não fiqueis longe,

ó minha força, vinde logo em meu socorro! – R.

Anunciarei o vosso nome a meus irmãos

e no meio da assembleia hei de louvar-vos!

Vós que temeis ao Senhor Deus, dai-lhe louvores,

† glorificai-o, descendentes de Jacó,

e respeitai-o, toda a raça de Israel! – R.

Segunda Leitura: Filipenses 2,6-11

6 Jesus Cristo, existindo em condição divina, não fez do ser igual a Deus uma usurpação, 7 mas ele esvaziou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e tornando-se igual aos homens.

Encontrado com aspecto humano, 8 humilhou-se a si mesmo, fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz.

9 Por isso, Deus o exaltou acima de tudo e lhe deu o nome que está acima de todo nome.

10 Assim, ao nome de Jesus, todo joelho se dobre no céu, na terra e abaixo da terra 11 e toda língua proclame:

“Jesus Cristo é o Senhor”, para a glória de Deus Pai.

– Palavra do Senhor.

Evangelho: Mc 11,1-10 

1 Quando se aproximaram de Jerusalém, em direção a Betfagé e Betânia, perto do monte das Oliveiras, Jesus enviou dois dos seus discípulos 2 com esta ordem:

“Ide ao povoado que está diante de vós.

Logo que entrardes nele achareis um jumentinho amarrado, no qual nenhum homem ainda montou.

Desamarrai-o e trazei-o.

3 Se alguém vos disser:

‘Que estais fazendo aí?’, respondei: ‘O Senhor precisa dele e logo mais o mandará de volta para cá’”.

4 Eles foram e encontraram o jumento amarrado perto de uma porta, do lado de fora, no caminho, e o desamarraram.

5 Alguns dos que estavam ali disseram:

“Por que desamarrais o jumentinho?”.

6 Eles responderam como Jesus lhes tinha dito.

E deixaram levá-lo.

7 Cobriram com seus mantos o jumentinho, e o levaram a Jesus.

E Jesus montou nele.

8 Muitos estenderam seus mantos no caminho.

Outros estenderam folhagens que cortavam nos campos.

9 Os que caminhavam na frente e os que seguiam atrás gritavam:

“Hosana!

Bendito o que vem em nome do Senhor!

10 Bendito o Reino que está chegando, o Reino de nosso pai Davi!

Hosana no mais alto dos céus!”.

Palavra do Senhor.

Evangelho: Marcos 15,1-39 – breve – (Paixão do Senhor)

1 Logo pela manhã, os sumos sacerdotes, com os anciãos, os mestres da lei e todo o sinédrio, reuniram-se e tomaram uma decisão.

Levaram Jesus amarrado e o entregaram a Pilatos.

2 E Pilatos o interrogou:

Tu és o rei dos judeus?

Jesus respondeu:

Tu o dizes.

E os sumos sacerdotes faziam muitas acusações contra Jesus.

4 Pilatos o interrogou novamente:

Nada tens a responder?

Vê de quanta coisa te acusam!

5 Mas Jesus não respondeu mais nada, de modo que Pilatos ficou admirado.

6 Por ocasião da Páscoa, Pilatos soltava o prisioneiro que eles pedissem.

7 Havia então um preso, chamado Barrabás, entre os bandidos, que, numa revolta, tinha cometido um assassinato.

8 A multidão subiu a Pilatos e começou a pedir que ele fizesse como era costume.

9 Pilatos perguntou:

Vós quereis que eu solte o rei dos judeus?

10 Ele bem sabia que os sumos sacerdotes haviam entregado Jesus por inveja.

11 Porém os sumos sacerdotes instigaram a multidão para que Pilatos lhes soltasse Barrabás.

12 Pilatos perguntou de novo:

Que quereis então que eu faça com o rei dos Judeus?

13 Mas eles tornaram a gritar:

Crucifica-o!

14 Pilatos perguntou:

Mas que mal ele fez?

Eles, porém, gritaram com mais força:

Crucifica-o!

15 Pilatos, querendo satisfazer a multidão, soltou Barrabás, mandou flagelar Jesus e o entregou para ser crucificado.

16 Então os soldados o levaram para dentro do palácio, isto é, o pretório, e convocaram toda a tropa.

17 Vestiram Jesus com um manto vermelho, teceram uma coroa de espinhos e a puseram em sua cabeça.

18 E começaram a saudá-lo:

Salve, rei dos judeus!

19 Batiam-lhe na cabeça com uma vara.

Cuspiam nele e, dobrando os joelhos, prostravam-se diante dele.

20 Depois de zombarem de Jesus, tiraram-lhe o manto vermelho, vestiram-no de novo com suas próprias roupas e o levaram para fora, a fim de crucificá-lo.

21 Os soldados obrigaram certo Simão de Cirene, pai de Alexandre e de Rufo, que voltava do campo, a carregar a cruz.

22 Levaram Jesus para o lugar chamado Gólgota, que quer dizer “Calvário”.

23 Deram-lhe vinho misturado com mirra, mas ele não o tomou.

24 Então o crucificaram e repartiram as suas roupas, tirando a sorte, para ver que parte caberia a cada um.

25 Eram nove horas da manhã quando o crucificaram.

26 E ali estava uma inscrição com o motivo de sua condenação: “O rei dos judeus”.

27 Com Jesus foram crucificados dois ladrões, um à direita e outro à esquerda.

(28) 29 Os que por ali passavam o insultavam, balançando a cabeça e dizendo:

Ah! Tu que destróis o templo e o reconstróis em três dias, 30 salva-te a ti mesmo, descendo da cruz!

31 Do mesmo modo, os sumos sacerdotes, com os mestres da lei, zombavam entre si, dizendo:

A outros salvou, a si mesmo não pode salvar!

32 O Messias, o rei de Israel… que desça agora da cruz, para que vejamos e acreditemos!

Os que foram crucificados com ele também o insultavam.

33 Quando chegou o meio-dia, houve escuridão sobre toda a terra, até as três horas da tarde.

34 Pelas três da tarde, Jesus gritou com voz forte:

Eloi, Eloi, lamá sabactâni?

Que quer dizer: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?”

35 Alguns dos que estavam ali perto, ouvindo-o, disseram:

Vejam, ele está chamando Elias!

36 Alguém correu e embebeu uma esponja em vinagre, colocou-a na ponta de uma vara e lhe deu de beber, dizendo:

Deixai! Vamos ver se Elias vem tirá-lo da cruz.

37 Então Jesus deu um forte grito e expirou.

Todos se ajoelham ou se inclinam por um instante.

38 Nesse momento a cortina do santuário rasgou-se de alto a baixo, em duas partes.

39 Quando o oficial do exército, que estava bem em frente dele, viu como Jesus havia expirado, disse:

Na verdade, este homem era Filho de Deus!

Palavra da salvação.

Acesse a versão completa do Evangelho em: http://www.loyola.com.br/liturgia_diaria.asp?dia=25&mes=3&ano=2018

Homilia do Domingo de Ramos – Frei Claudiano de Aragão Lima, OCD

Créditos

Liturgia: http://catolicoorante.com.br/liturgia/25032018.html

Homilia: https://youtu.be/0kSVRx9sLCs

Imagem em destaque no Blog: Google Imagens

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