Aprender e ensinar, funções primordiais da Liderança Inteligente6 min read

Em pleno século XXI, com tanta informação chegando até nós, de forma mais ou menos ordenada, e numa velocidade incrível, aprender e ensinar, de forma contínua, nunca foram tão relevantes. Especialmente quando estamos nos referindo à Liderança, a Inteligente, ao menos.

Caríssimos(as) Líderes,

Quero falar com vocês sobre um assunto que me parece bastante relevante. Não somente para o momento atual, mas especialmente para o nosso futuro, seja a curto, médio ou longo prazos.

Refiro-me à nossa capacidade, enquanto líderes, de aprender e ensinar. Muitas vezes, quase que de forma simultânea, mas sempre de forma contínua.

Isso porque o ser humano é um ser perfectível e não perfeito. Esta expressão eu ouvi do filósofo Leandro Karnal, num canal de TV pago e me chamou bastante atenção.

Somos seres perfectíveis, pois tendemos à perfeição, embora nunca seremos totalmente perfeitos. Estamos continuamente buscando a perfeição, como aquele que busca o final do arco-íris.

Contudo, nossa busca pela perfeição não é uma busca insana, sem sentido. Muito antes pelo contrário, como humanos plenos, nos sentimos impelidos a tal.

Como diz o Salmo 8, Deus nos fez pouco abaixo Dele. Somos criaturas incríveis e por isso perfectíveis.

Por que é tão importante aprender e ensinar nesta era?

Aqui na Conducere temos, repetidas vezes falado da Era do Conhecimento, da Sociedade do Conhecimento e de suas consequências para as pessoas e empresas.

aprender e ensinarVeja o que pensamos sobre isso: Conhecimento e inovação para uma empresa inteligente e humana.

Pois bem, além disso eu li uma reportagem muito interessante no Jornal do Comércio em sua edição do dia 20 de fevereiro de 2018, que destaca: Empresas vivem o desafio de requalificar a força de trabalho.

Chamou-me especial atenção a seguinte citação:

Para atingir altas taxas de crescimento na era da IA, as empresas precisam investir mais na capacitação de pessoas para que possam trabalhar com máquinas de novas maneiras.

(Afirmação do group chief executive da Accenture Strategy, Mark Knickrehm)

O que impactará no aprender e ensinar nos próximos anos

Vejamos alguns dados bastante esclarecedores do estudo, realizado em 2017 pela consultoria Accenture, “Reworking the Revolution: Are you ready to compete as intelligent technology meets human ingenuity to create the future workforce?”.

  • 1,2 mil executivos foram entrevistados em 11 países;
  • 72% dos executivos afirmam que tecnologias inteligentes serão um ponto crítico para a diferenciação de suas empresas no mercado;
  • 61% dos executivos acreditam que o número de cargos exigindo colaboração com IA (Inteligência Artificial) irá aumentar significativamente ao longo dos próximos três anos.
  • 69% dos 14 mil trabalhadores entrevistados afirmam que é importante desenvolver habilidades para trabalhar com máquinas inteligentes.
  • 54% dos líderes de negócios acredita que a colaboração entre humanos e máquinas é importante para suas prioridades estratégicas;
  • Apenas 3% afirmam que suas empresas planejam aumentar significativamente os investimentos na recapacitação de seus funcionários ao longo dos próximos três anos.

(Fonte pesquisada: Jornal do Comércio – Empresas vivem o desafio de requalificar a força de trabalho.)

Para você, que é um(a) Líder Inteligente, certamente já se deu conta que para os próximos anos o aprender e ensinar serão um dos seus grandes diferenciais. Não lhe parece?

Pois bem, mas sigamos adiante com a nossa reflexão a respeito do tema.

O que Jesus Cristo, o Papa Francisco e Peter Senge tem em comum quando se trata de aprender e ensinar?

Para começar, desejo que possamos avaliar o que Peter Senge destaca sobre o que ele denomina “o novo trabalho do líder”, em sua obra A Quinta Disciplina.

Caso você já tenha tido oportunidade de avaliar esta obra vale rever estes pontos. Caso não tenha tido oportunidade, sugiro que possa incluir entre as leituras a serem realizadas.

Fato é que SENGE destaca, em várias passagens da obra, a necessidade de se formarem organizações que aprendem ou as chamadas Learning Organizations, no termo original.

Ocorre que para conduzir organizações que aprendem necessitamos de Líderes Inteligentes, que possam conduzir Times Inteligentes.

Vale lembrar o que SENGE define como um dos novos papéis do líder do século XXI: o líder como um professor.

Um grande professor é alguém cujas pessoas que estão ao seu lado aprendem. Grandes professores criam espaço para a aprendizagem e chamam as pessoas para este espaço. Ao contrário, professores menos hábeis se concentram no que eles estão ensinando e em como eles estão fazendo.

(Fonte: SENGE, Peter M. A quinta disciplina: arte e prática da organização que aprende. Rio de Janeiro: BestSeller, 2016. P. 501).

Google Imagens

Não restam dúvidas históricas de que um grande líder que soube agir como um grande professor, muito antes do século XXI, foi Jesus Cristo.

Interessante perceber que Jesus utilizou com maestria os princípios da pedagogia, mas especialmente da andragogia e da heutagogia.

Isso porque, quando tratamos de aprender e ensinar pessoas adultas não há que se falar somente em termos pedagógicos.

Além do que, não é à toa, defendemos por aqui a necessidade de apoiar, de forma inteligente, nossos processos de aprendizagem nas tecnologias mais assertivas para cada situação.

Mas onde entra o Papa Francisco na história?

Já falei aqui, em outras edições deste espaço, que tenho me aprofundado no estudo do documento Evangelii Gaudium – A alegria do Evangelho. Documento este escrito por Francisco ainda em 2013, no início do seu pontificado.

Neste documento, que na verdade é uma Exortação Apostólica, ou seja, um chamado à revisão de nossos modelos mentais, se formos cristãos, é claro, Francisco assim destaca:

Vivemos numa sociedade da informação que nos satura indiscriminadamente de dados, todos postos no mesmo nível, e acaba por nos conduzir a uma tremenda superficialidade no momento de enquadrar as questões morais. Por conseguinte, torna-se necessária uma educação que ensine a pensar criticamente e ofereça um caminho de amadurecimento nos  valores.

(Fonte: Evangelii Gaudium – Cap. II Na crise do compromisso comunitário. Item 64).

Você como Líder Inteligente não se sente compelido(a) a rever também os seus modelos mentais?

Vamos criar Empresas Inteligentes, a partir de Lideranças e Times Inteligentes

Tem algo que nos move diariamente aqui na Conducere. Posso dizer que a ideia de formar empresas inteligentes, o que chamamos de Smart Companies, é o nosso propósito.

De fato, precisamos colocar em ação o aprender e ensinar e para isso quero lhe fazer um convite especial.

Vamos criar um espaço de aprendizagem, a partir do diálogo, da colaboração de ideias, que nos levará a criar novos conhecimentos.

Desejo que você possa conhecer o nosso Talk Show sobre Smart Company: Porque você precisa ter uma.

Este é o primeiro passo para formarmos Ecossistemas de Inovação, que em última instância, estão baseados no aprender e ensinar. Sempre de forma contínua, pois o ser humano é um ser perfectível, como já discutimos.

Queira avaliar este convite e vamos iniciar esta bela jornada!

Até a próxima oportunidade!

Um grande e fraterno abraço.

Créditos:

Texto: Jocelito André Salvador

Imagem destacada: Freepik.com

Compartilhe:

Outros artigos relacionados à Inteligência Corporativa:

Buscar o transcendente: isso é importante para as ... Buscar o transcendente, será que isso realmente é importante para as relações entre as pessoas e à organização? Como o entendimento do transcendente, ...
Tenha ousadia na sua liderança Completou-se o tempo da gravidez de Isabel, e ela deu à luz um filho." Os vizinhos e parentes ouviram dizer como o Senhor tinha sido misericordi...
Somos atores da mudança nas empresas ou meros espe... Ser ou não ser, eis a questão! Isso não poderia estar mais em voga do que agora, quando somos chamados a sermos atores da mudança que está em curso. ...