Aprender, colaborar e inovar: dá para fazer tudo ao mesmo tempo!6 min read

Aprender, colaborar e inovar, muito mais que um clichê dos nossos dias, torna-se cada vez mais crítico para as organizações, de verdade.

Aprender, colaborar e inovar: isso é para as empresas inteligentes

Para você que acompanha a nossa empresa e nossas postagens sabe que insistimos, de certa forma, no conceito de empresas inteligentes, humanas e inovadoras.

Vale dar uma olhada, inclusive, na Nossa missão: sua empresa inteligente, humana e inovadora.

Aliás, falar de Learning Organizations (Organizações de Aprendizagem) nos remete à obra de SENGE, Peter. O que, por sua vez, nos leva a pensar nas 05 disciplinas deste tipo de organização.

pensamento sistêmico como disciplina de Peter Senge

As cinco disciplinas de Peter Senge

Muito embora, nós já tenhamos falado em outros momentos destas 05 disciplinas, não é demais relembrar quais são elas.

Contudo, o que mesmo estas disciplinas tem a ver com aprender, colaborar e inovar?

Especialmente, será possível fazer tudo ao mesmo tempo? Quero dizer: inovar com base na aprendizagem contínua e na colaboração entre as pessoas.

O que diferencia as empresas inteligentes

Verdadeiramente, as empresas inteligentes, aquelas que têm a capacidade de aprender, colaborar e inovar, apresentam, de alguma forma, as 05 disciplinas destacadas por SENGE:

1. Domínio pessoal: as pessoas, independentemente da sua posição, são estimuladas a aprofundar o seu autoconhecimento. Todo o ser humano tem talentos e inteligência. Contudo, há a necessidade de se autoconhecer.

2. Modelos mentais: aqui o destaque para que se analise e reanalise, constantemente, tanto os modelos mentais individuais, quanto os modelos mentais enquanto grupo. Isso porque o ser humano, por ser um ser social, tende a impactar e ser impactado pelos grupos que pertence.

3. Visão compartilhada: algo essencial se quisermos aprender, colaborar e inovar. Aliás, não há criação de novos conhecimentos se não houver a visão compartilhada, em algum momento. Há uma das fases da criação do conhecimento organizacional, denominada externalização, onde ter esta visão no time torna-se essencial.

4. Aprendizagem em equipe: de nada adianta aprender de forma individual, se isto não for transferido para o restante do time e se transforme em inovação constante de processos, serviços e/ou produtos.

5. Pensamento sistêmico: pensar no todo, na cadeia de valor da sua empresa, e não somente na sua ilha. Isso é essencial em tempos de mundo globalizado e digital.

Devemos passar do treinamento para a aprendizagem

Há outro aspecto muito relevante a ser considerado quando se trata de aprender, colaborar e inovar.

Devemos rever a forma como estamos preparando as pessoas dos times da nossa empresa.

Quero dizer com isso que devemos nos preocupar não somente em treinar, ou seja, focar nas habilidades técnicas, o famoso ‘know-how’. Há a necessidade de capacitar as pessoas, ou seja, desenvolver a capacidade destas pessoas de aprender, colaborar e inovar.

Capacitar está ligado ao ‘know-why’, ou seja, ao saber porque a sua atividade, a sua posição, é relevante para o sistema como um todo.

Faço questão, inclusive, de retratar aqui um quadro muito interessante, que traduz muito bem estes dois aspectos: o treinamento e a capacitação.

Fonte: MELO, Paulette Albéris Alves de .. [et al]. Aprendizagem e desenvolvimento de pessoas. Rio de Janeiro: Editora FGV. 2016.

Ao avaliarmos o quadro proposto, mesmo que não nos atenhamos aos mínimos detalhes, fica evidente a mudança do paradigma do treinamento para o paradigma da capacitação.

Então quer dizer que não devemos treinar mais ninguém?

De fato está aí uma questão bastante interessante.

Lembra que comentamos anteriormente que o treinamento está ligado ao know-how (saber fazer) e a capacitação ao know-why (saber porque)?

Então, é evidente que há aspectos de qualquer função que seja exercida dentro de uma organização, onde o ‘saber como’ é fundamental.

Vejamos por exemplo, o operador de uma máquina que não recebeu o treinamento adequado para operá-la. Fará algum sentido ele desenvolver somente a capacidade de ‘saber porque’ a sua função é relevante para o sistema da empresa?

Por isso mesmo, tratamos da importância da aprendizagem. Como o próprio quadro destaca: paradigma da aprendizagem do século XXI.

Isso quer dizer que, hoje, aprender, colaborar e inovar não estão dissociados, distantes. Cada pessoa, inteligente como é, deve desenvolver a competência de exercer isso de forma simultânea e natural.

Como dar o suporte necessário para aprender, colaborar e inovar continuamente

Muito embora reconheçamos a capacidade das pessoas de serem criativas, faz-se necessário que a organização (empresa, entidade, escola) dê a sua contribuição.

Refiro-me ao fato que as pessoas, sejam elas ligadas à organização de forma direta ou indireta (parceiros, fornecedores, clientes etc.), necessitam de um ambiente que crie este ecossistema de aprendizagem, colaboração e inovação.

Para que isso ocorra, na prática, sugerimos que você crie na sua organização uma CONFRARIA DO CONHECIMENTO.

Veja como traduzimos isso para acontecer na sua realidade:

aprender, colaborar e inovar

Mas por que faz sentido ter uma estrutura assim?

O motivo mais básico é que isso se torna uma plataforma capaz de suportar todas as fases da espiral da criação do conhecimento.

Agora, você pode se perguntar: qual é a relação entre a espiral da criação do conhecimento e o fato da organização aprender, colaborar e inovar?

Veja que estes três aspectos (aprender, colaborar e inovar) estão intrínsecos na Teoria da Criação do Conhecimento, de Nonaka e Takeuchi, da qual deriva tal espiral.

Para quem saber um pouco mais deste assunto, sugiro que possa ver este post: Novo e-book: Série Learning Organizations; Volume 1: Conhecimento.

As quatro formas de conversão do conhecimento

De qualquer forma, vale relembrar que o conhecimento se cria através de 04 formas distintas de conversão:

1. Socialização: o relevante aqui é a troca de ideias e experiências entre as pessoas. Por isso mesmo, a CONFRARIA deve prever a modalidade blended learning, ou seja, presencial e on-line.

2. Externalização: nesta fase de conversão do conhecimento o importante é que se consiga “materializar” as ideias, ou seja, traduzi-las em slogans, visões, metas a serem alcançadas. Aqui a CONFRARIA traz, além da possibilidade de Mentoring, a Comunidade de Prática e Inovação, que tem papel fundamental nesta fase do aprender, colaborar e inovar.

3. Combinação: aqui o aspecto principal é conseguirmos ‘conectar conhecimentos’ e a partir deles criar uma síntese. Isso se traduz através da melhoria de um processo, da criação de novos produtos etc. Neste sentido a CONFRARIA é fundamental ao incentivar debates dialéticos, exercer a mentoria e criar ao menos uma comunidade de prática e inovação.

4. Internalização: nesta fase ocorre a aprendizagem individual, que também é essencial para a aprendizagem organizacional. Aqui a CONFRARIA tem diversas formas de colaborar para que isso ocorra de forma eficaz.

Você deseja começar a colocar isso em prática?

Para você que quer dar os primeiros passos no mundo das Learning Organizations ou se o seu caso é otimizar seus processos, sugiro que possa avaliar o seguinte evento:

Painel Interativo: aprendizagem, conhecimento e inovação. 

Sugiro este evento, pois vai lhe ajudar a compreender e praticar tudo o que tratamos neste post.

Aliás, ele foi concebido para todas as pessoas que desejam exercer a Liderança Inteligente.

Não necessariamente a liderança pelo cargo. Porém, também para quem quer ser líder da sua vida profissional.

Vamos conversar mais sobre isso?

Fica com Deus!

Abraços.

Créditos:

Texto: Jocelito André Salvador

Imagem destacada: Freepik.com

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